segunda-feira, 11 de novembro de 2013

União perfeita

Deus é grande, meus amigos!
Essa seca da moléstia está acabando com o rebanho do sertão nordestino.
Até Zé de Bento do finado Raimundo Pomba Mansa, cabra lá do Sítio Castanha do Boi, município de Cruzeta, terras vizinhas ao meu Acary, tudo no nosso querido Seridó Potiguar, depois de perder todo o seu gado deu de inventar de passar a corda no pescoço. Queria morrer de desgosto pelas perdas, de fome e de agonia. E de corda.
Sua felicidade foi Tequinha de Mané Cisterna, prima de Geraldo dos Candeeiros que também morreu de aperreio depois que a luz elétrica chegou pelos sertões. Pois bem, Tequinha viu quando o cunhado passou falando sozinho com uma corda na mão e, já imaginando o pior, chamou Chico Rôla Cega para seguirem o abilolado.
Foram lhe encontrar debaixo de um Juazeiro, meio tonto, meio choroso, sentado num toco velho e carcomido, já escrevendo com um picado de carvão num pedaço de papel de saco de cimento o último bilhete de desculpas pela covardia, destinado à mãe e ao irmão Dondon, marido de Tequinha.
Salvaram-lhe a vida com argumentos benditos!
Pela sorte de ficar vivo, Zé de Bento - ou de Bentin, como muitos o chamam - solteirão convicto, foi levado para a capital a fim de esquecer o gado perdido e a vida de comer, ele próprio, xiquexique queimado.
Na capital, Pedro de Galão e Érriçon Forde (escrito assim mesmo), seus dois primos, se ocuparam de lhe mostrar as coisas da cidade grande com o intuito de espairecer as intenções suicidas de Zé de Bento.
Por sorte o desatinado conheceu pelas areias brancas da praia de Ponta Negra essa estrangeira amistosa da foto, holandesa das adjacências rurais de Utrecht.
Foi paixão dupla, reciprocidade de tesão logo no primeiro olhar.
Zé de Bento, bruto, acavalado, quase um burro xucro, acostumado a lida de dificuldades, viu na branquela uma oportunidade de não mais passar fome. Jumento de tudo ele não é.
A estrangeira, por sua vez, dada à frieza da carne branca dos moços das suas plagas, viu na pele curtida pelo sol, um quase couro, de Zé de Bento a oportunidade de sentir o calor que faz lá no sertão dele, e nunca nas terras baixas dela. Coisa do acaso.

E o poeta filho de Dona Ritinha de Miúdo, que deveras nada tem a ver com essa paixão avassaladora que domou o seridoense retirando-o de sua convicção de solteiro, sabendo dessa quase prosopopeia real pensou em Zé de Bento cantando os seus aboios lá pelas estradas vicinais de Utrecht, tangendo vaca malhada entre os concelhos holandeses, cheirando bosta de gado estrangeiro enquanto é observado por sua mulher tricotando num alpendre e, quem sabe, olhando de soslaio para esse amor platônico vá rimando só para si o velho e bom Zé de Bento:

Eu quero mamar cem anos
Pendurado nesses peitos

Eu já tracei os meus planos
Não quero passar mais fome
E antes que ela me dome
Eu quero mamar cem anos
Nos dois seios soberanos
Quebrarei os meus preceitos
Nesses mamilos perfeitos
Virarei um bezerrinho
Mamando bem de mansinho
Pendurado nesses peitos.


Pedro de Galão me disse que Zé de Bento anda feliz e endinheirado. Mas folgado que a bexiga taboca, empolado feito pinto em merda.

Pense!
Agora vejam a foto da "muié dele".


OS PRIMOS DE PAULO NINJA


Não seria uma notícia de interesse dos peladeiros se, e somente se, não envolvesse em seu cerne um primo do nosso queridíssimo Paulo Ninja, sul-coreano de nascença e brasileiro por opção.
O seu primo, digo dele, quero dizer, de Paulo Ninja, entrou com uma ação contra a esposa, porque ela lhe deu filhos feios demais. 
Bom, ele, o primo de Paulo Ninja, achou que a esposa o havia traído.
Segundo o primo do nosso craque, a filha do casal era tão feia – mas era tão feia -  que lhe causava horror.
Procurado por nossa equipe de produção, o senhor Jian Feng Han confessou que sua desconfiança partiu do fato de que ele e a esposa tem os olhos mais abertos que a maioria dos seus pares, enquanto os filhos nasceram com "fimose ocular" (creiam-nos. Foi essa expressão que ele usou).
Feitos os testes de DNA, ficou provado que os filhos eram dele, realmente.
Mas a esposa acabou confessando que havia gasto mais de 100.000 dólares em cirurgias plásticas, antes de conhecer o marido.
Resultado: o juiz mandou a mulher indenizar o marido em 120.000 dólares.
Como Paulo Ninja veio para o Brasil ainda muito menino, é possível que diga não lembrar-se desses primos.
No entanto... depois que as gravações oficiais da nossa conversa foram finalizadas, Jian Feng Han confessou ter ficado sabendo que o "primo Paulo vem por aqui todos os anos, apesar de não nos vermos, sei que ele conheceu minha esposa o que para mim foi uma honra".
Será que...?
Segue foto do casal e respectivos filhos para que vocês, craques de ótima ótica, possam tirar suas próprias conclusões.




Se alguém duvida da nossa equipe de reportagem, acesse o link abaixo e vejam que a notícia procede, tendo inclusive sido veiculada em outros meios de comunicação.

Editor da postagem: Elias Curumim.