quarta-feira, 27 de junho de 2012

Azzurra

Por Rubens Lemos Filho, jornalista



O pênalti cobrado por Pirlo, da Itália, comprovou que se pode jogar futebol a sério brincando como menino. O cabeludo, veterano do título mundial de 2006, domou o jogo e as suas mechas de rapaz nascido em Flero, região da Lombárdia. A Itália merecia ter vencido a Inglaterra com a bola em jogo. Pirlo encestou sua cobrança ao estilo dos sábios.
Um jogo terminado em 0x0 pode ser muito melhor que uma pelada de compadres de final 8x1 ou 7x2. Itália e Inglaterra não construíram qualquer épico, mas a superioridade da Azzurra só não foi 100% graças à belíssima defesa do goleiro Buffon logo no início da partida.
A Itália quando entra de patinho feio em qualquer campeonato, acaba de cisne. Ou chegando aos melhores pontos do lago, aos cantos da contemplação ou dos mergulhos indescritíveis.
Brasileiros de minha época renegam a Itália pela vitória sobre a maravilhosa seleção de Telê Santana em 1982, sem dúvida a última sinfônica nacional. A Itália venceu um jogaço naquele 5 de julho no Estádio Sarriá em Barcelona.
Seu técnico, Enzo Bearzot, contava com um ótimo time a começar do veteraníssimo goleiro Dino Zoff, aos 41 anos de idade naquele jogo. Bearzot escalou a Itália que tinha Scirea na defesa, Gentile caçando Zico, Cabrini, um mago na lateral-esquerda, Tardelli e Antognioni brilhando no meio-campo, Conti e Graziani pelas pontas e o matador Paolo Rossi.
Brasileiro não entende é que Bearzot não convocou nem escalou Valdir Peres de goleiro quando Telê esnobou dois muito melhores: Raul do Flamengo e Leão, do Grêmio. Pacheco não aceita é que Bearzot não levou Serginho Chulapa e nem deixou Roberto Dinamite assistindo à derrota das cadeiras, até fora do banco de reservas.
Para quem gosta de comparar futebol à vinditta siciliana, em 1994, Romário tratou de botar feijoada na pizza deles. Roberto Baggio, que cresceu em Caldógno, pequenina cidade, copiando cobranças de falta batidas por Zico no Maracanã, chutou aos céus norte-americanos o tetra para felicidade nossa.
Antes, teve até a grotesca "vitória moral" de 1978, em que o time todo torto de Cláudio Coutinho terminou invicto a Copa do Mundo e com um patético terceiro lugar após vencer a Itália de 2x1, de virada, golaços de Nelinho e do saudoso Dirceuzinho. Moral porque o Peru entregou seu jogo a Argentina e eliminou o Brasil.
A classificação da Itália permite aos apaixonados por futebol mais do que pela força do sectarismo ufanista, a chance de acompanhar, olhos vidrados, a um reencontro entre as duas escolas que sempre dominaram a Europa.
Itália e Alemanha conservam a tradição dos primeiros tempos, juntas, conquistaram sete Copas do Mundo e travaram um dos mais emocionantes duelos de todos os tempos: A semifinal da Copa do Mundo de 1970.
A Itália ganhou de 4x3 um jogo cheio de sobressaltos e mudanças no placar e garantiu seu lugar na decisão no Estádio Azteca, quando tomou, aí, sim, o grande samba lelê ludopédico: Aquele desfile de 4x1 que a Escola Passista de Pelé, Rivellino, Gerson, Tostão e Jairzinho comandou em na Cidade do México, fazendo voar sombreiros ao mundo.
Itália x Alemanha quer dizer uma semifinal para o acervo do futebol. Sempre é assim quando gigantes se enfrentam, desde Matar ou Morrer, com Gary Cooper de solitário xerife no faroeste ancestral e mais inesquecível pela beleza de Grace Kelly.
Itália x Alemanha será um jogão. A Inglaterra se fechou com uma Suiça, retrancada e covarde, um filmeco de terror, seria presa fácil para o mais forte time até agora, o chucrute.Espanha x Portugal, outro pega. Falta-lhe o charme flamenco de 2008 e 2010, mas a Espanha é melhor.

AS REGRAS DO FUTEBOL DE RUA



(Aprovadas pela FIFA)

- Do Campo de Jogo

O Campo de Jogo pode ser qualquer terreno nivelado ou não, calçado em pedras, asfaltado, de terra, barro, gramado ou alternado em seu piso, com limites definidos na hora da organização do jogo.

- A Bola

Qualquer coisa remotamente esférica, que role, que pique, que possa ser chutada; uma pedra, um frasco seco de desodorante, uma meia cheia de pano ou de papel, papel enrolado com fitas adesivas, sendo preferível uma bola de futebol em qualquer material.

- As Traves

As traves devem ser feitas com qualquer material que delimite o espaço onde a bola entrará para o gol, podendo ser utilizado pedras, livros, camisas, sandálias, madeira, uma parede, risco de giz, ou até o menino menor que tenha ficado no time de fora.

- Formação das equipes

O número de jogadores em cada equipe dependerá da quantidade de pessoas presentes e será acordado na hora; indo de um contra um, até cinquenta contra cinquenta, respeitando a ordem de mandar os ruins para o gol, os gordos para a zaga, os pernetas para a ponta do lado da perna boa, os maiores para o meio, os menores para o ataque.

- Duração do jogo

Não há tempo limite cronometrado em relógio, usa-se o “ 5 vira e 10 termina “; porém, podendo durar até a mãe do dono da bola chamá-lo, ou escurecer. Nos jogos noturnos até alguém ameaçar chamar a polícia.

- Dos uniformes

O jogador deverá estar vestido pelo menos com uma peça desde que seja o calção, calça ou bermuda (cueca quando ainda bem pequeno será aceita). As cores podem variar e o uso de boné é aceito.
Pode jogar calçado com tênis, chinela, só meia e até descalço.

- O Árbitro

Não tem arbitragem formal e a marcação pode ser feita por qualquer um. Os termos “ladrão e roubo”, podem ser usados sem a pena da expulsão.

- As penalidades

As únicas faltas realmente previstas no Futebol de Rua é tocar a bola com a mão (intencionalmente ou não) e atirar o adversário no bueiro.

- As substituições

Somente serão aceitas se o jogador permitir ser substituído, em caso de ser levado pela orelha para fazer a lição, ou em caso de atropelamento.

- As interrupções

No Futebol de Rua a partida só pode ser paralisada em quatro eventualidades:
·         Se a bola entrar por uma janela, ou passar sobre um muro.
Neste caso os jogadores deverão esperar por sua devolução voluntária até dez minutos, quando designarão um dos jogadores (geralmente o menorzinho para sensibilizar) para bater na porta e pedir com educação. Caso a resposta seja negativa, deve-se tentar uma invasão em segredo e, em último caso, deve haver uma ameaça de depredação em tons baixos, mas que possam ser ouvidos.
·         Quando passar na rua qualquer garota gostosa (quem estiver com a bola deve gritar “licença à bola”).
·         Quando aquele senhor simpático usando bengala e óculos - ou o avô da garota mais gostosa da rua - resolver atravessar o campo de jogo (quem estiver com a bola deve gritar “licença à bola para seu Fulano passar”, assim evidenciando respeito pelo avô da gostosona).
·         Quando passarem na rua qualquer veículo pesado, de ônibus para cima. Fuscas e bicicletas deverão ser chutados junto com a bola, e se entrar é gol.

- A Justiça Esportiva

Os casos de litígio deverão ser resolvidos na porrada.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

VERSINHOS DA SEMANA
(impróprios para menores de 40 anos) 
Em estlio literário de "Glosa Fescenina"

Mote:
Moazinho perdeu o cabaço
E a moça gritando béééééé!

Foi sem nenhum embaraço
Em noite de céu escuro
Lá por dentro de um monturo
Moazinho perdeu o cabaço.
Foi sem beijo, sem abraço
Por detrás do cabaré
Num sexo feito em pé
Muito bom, mas agoniado
Ele com o pau esfolado
E a moça gritando beééééééé!
 

Cobertura (sem fotografias) da pelada do dia 21 de junho de 2012.



Quando a nossa Equipe de Produção chegou ao Clube da Caixa Econômica, em Pium, vários Craques já se reuniam ao redor de três mesas postas ante a televisão. Na tela Portugal e República Theca se alinhavam para a execução dos hinos, no jogo válido para a classificação às semi finais da Euro Copa. A torcida dos craques estava dividida, porém a maioria torcia pelos patrícios e especialmente pelo craque Cristiano Ronaldo.
Logo, na reunião tradicional que se forma antes da bola rolar o assunto da resenha girou em torno de futebol, claro, da vitória do Corithians Paulista sobre o Santos de Neymar Júnior, fato que levou o clube da capital à final da Copa Libertadores das Américas.
E enquanto Cristiano Ronaldo ia chutando uma bola na trave atrás da outra, os assuntos variaram sobre Ronaldinho Gaúcho, Adriano e, como sempre, causos e casos de Acari, com Totonho Cunha e Nílson Baresi relembrando a figura emblemática de Zé Aninias, patrimônio bêbado daquela cidade.
Nessa total descontração, os Craques nem sabiam que as peladas da noite seriam muito disputadas.

A formação das equipes

Outra vez o nosso Presidente de Hoonra Totonho Cunha separou os pares, com cuidado de parear igualando os nomes por técnica e resistência física. Depois os comandantes Paulino e Moacir escolheram suas equipes.
Os amarelos ficaram com o goleiro Telmo, Miguel, Gonzagão, e Gérson, numa linha defensiva de três. Na frente dessa primeira linha estavam Paulo Ninja, Edy (Fuzaca), Massilon e Paulino. No ataque Sandro centralizado e Ademir jogando pela direita.
Os azuis formaram com o goleiro Azevedo, Jesus de Rita de Miúdo, Nílson Baresi e Totonho Cunha, também formando uma linha de três na defesa. Para protegê-la Marcelo jogou como um volante bem recuado. No meio de campo Edward, Moacir e Alexandre. Jogando bem aberto pela direita Lobato completava o quadro no meio, enquanto Isaac se isolava no ataque.
Porém, é bom registrar que mal o jogo começou e Edy, sentindo uma velha contusão, saiu dando lugar a Fuzaca.

OBS.: Ontem não tivemos registros fotográficos das equipes e dos craques.

Os jogos

Primeira Pelada

Sob o apito do árbitro Josuá a partida teve seu início.
Os azuis partiram para cima dos amarelos e logo no primeiro lance Jesus de Rita de Miúdo lançou rasteiro para Alexandre deixando-o em ótima situação de finalizar, o craque limpou a jogada bateu na bola tirando-a muito do gol.
Os amarelos responderam com Paulo Ninja subindo e centrando a bola, mas Nílson Baresi antecipou-se a Sandro e saiu jogando com Edvward.
Em jogada de Edward tabelando com Moacir, a Equipe Azul avançava pela esquerda. Jesus de Rita de Miúdo recebeu a bola foi encontrar novamente Alexandre que, no centro da área, chutou fraco nas mãos do goleiro Telmo.
O jogo equilibrava-se com as defesas se sobressaindo aos ataques adversários. Por um lado Gérson e Gonzaga se destacavam com coletes amarelos. Por outro lado Nílson Baresi e Totonho Cunha comandavam e paravam o ataque contrário.
Os azuis montaram um esquema para se defenderem dos ataques perigosos de Sandro e suas arrancadas, deixando Jesus de Rita de Miúdo em sua cola, com Nílson Baresi sobrando e Marcelo sempre alternando com Jesus a posição, quando esse apoiava pelo meio.
A tática surtiu efeito. Pelo lado esquerdo era Totonho Cunha quem dava o primeiro combate em Ademir, sendo coberto também por Nílson Baresi que ontem se destacou jogando como um líbero.
Os amarelos se organizaram com Massilon recuado e cobrindo ambas as laterais. A saída de Edy enfraqueceu o meio dos amarelos, pois Fuzaca entrou e foi jogar na primeira linha defensiva, entre Gonzaga e Gérson, deixando o meio com um homem a menos.
Os azuis perceberam isso e liberaram mais Marcelo, que passou a jogar um pouco mais à frente, fazendo a primeira marcação ainda no campo dos adversário.
Numa das descidas de Jesus de Rita de Miúdo, o craque encontrou Lobato em ótima posição nas costas da lateral esquerda dos azuis. O Craque dominou e tocou para Edward que entrava pelo meio. A bola foi dominada na velocidade e um chute certeiro de canhota, de curva, foi entrar rente a trave direita do gol defendido por Telmo. Os azuis abriam o placar.
Os amarelos foram para cima em busca do empate, mas paravam na defesa bem organizada dos azuis. A Equipe Azul, por sua vez, melhor organizada sempre levava perigo ao gol adversário.
Isaac que estava meio parado no ataque foi cobrado pelos companheiros. Atendendo aos comandos, o Craque começou a se movimentar mais e num dos lances recebeu em profundidade de Jesus de Rita de Miúdo e antes que Gonzaga pudesse dar-lhe o bote, dominou e tocou para Alexandre. O Craque que já havia perdido gols praticamente feitos, dessa vez dominou a bola com a destra e de canhota mandou para o fundo das redes.
Os amarelos reagiram com Paulino atacando pela direita e cruzando na cabeça de Ademir, que na saída do goleiro Azevedo, mandou para comemorar o gol. O goleiro ficou reclamando dos holofotes baixos do campo.
Numa falta da entrada da área, Isaac chutou rasteiro, mas Fuzaca bem colocado, em cima da linha de gol, mandou para escanteio.
E a partida seguia com os azuis dominando.
Não demorou muito e, num contra ataque mortal puxado por Jesus de Rita de Miúdo, Lobato foi lançado e tabelou com Moacir que se deslocara para a direita, o Craque achou Edward entrando pelo meio. Edward recebeu e com um belíssimo toque por cima, tirou mais uma vez do goleiro Telmo, dando números finais ao jogo.
Depois Jesus de Rita de Miúdo ainda tentou de cabeça, após cruzamento de Isaac, mas a bola raspou a trave adversária. Marcelo também tentou de longe, mas a bola ganhou altura.
Pelos amarelos Ademir e Sandro, bem marcados, chutavam contra o corpo de algum defensor e Massilon ou Paulo Ninja tentavam de fora da área sem, porém, obterem êxito nessas finalizações.
Final Amarelos 1 x 3 Azuis.

Surpresa da Primeira Pelada: Fuzaca (se não fosse o craque o placar teria sido mais dilatado, tirou um gol de cima da linha e fez o que pode na companhia de Gonzaga e Gérson).
 Destaque da Primeira Pelada: Edward (o Craque ontem se mostrou matador e, beneficiado pelos passes certeiros que recebia, deu muito trabalho aos adversários). Também queremos registrar a importância de Nílson Baresi, seguro nas antecipações e realizando uma parceria importante com Marcelo e Totonho Cunha.
Melhor Jogador da Primeira Pelada: Jesus de Rita de Miúdo (o craque dos azuis ontem se superou na defesa e armando as principais jogadas do seu time, correu muito e correspondeu ao que dele se espera).


A Segunda Pelada

Com presença de oito craques vindos do primeiro jogo, quatro para cada equipe, a Segunda Pelada mostrou um ótimo embate, disputado e recheado de muitas chances de gols.
Os amarelos formaram com Marcelo no gol, Zezinho, Nílson Baresi e João Manoel formando a primeira linha de defesa; Paulo Ninja, Zezinho, Bem Hur e  Silvino fazendo o meio de campo; Sandro e Stone no ataque.
Os azuis ficaram com o goleiro Azevedo, Curumim, Edmílson e Jesus de Rita Miúdo como ala esquerda, apoiados por Jéferson. Pelo meio formavam com Paulo Gurgel, Nélio e Alexandre. No ataque Ademir e Isaac.
O score final da partida mostraria quão bom foi o jogo.
Os amarelos atacaram primeiro com Sandro subindo ao ataque e obrigando o goleiro Azevedo mandar a bola para escanteio, numa defesa de mão trocada. Na cobrança a defesa saiu jogando.
O segundo lance de perigo no jogo também pertenceu aos amarelos. Dessa vez em investida de Paulo Ninja pela direita, a bola foi lançada e encontrou o peito de Sandro que, após dominá-la, virou de primeira contra o corpo do zagueirão Edmílson.
Outra vez os amarelos levaram perigo ao goleiro Azevedo, com Stone mandando a bola à esquerda do gol.
Os azuis pareciam dominados pelo meio campo dos amarelos, com Bem Hur organizando as jogadas em parceria com Silvino. Mas foram os amarelos quem abriram o placar com Alexandre aproveitando ótima jogada de Ademir, após investida de Curumim ao ataque.
Os amarelos não sentiram o gol e continuaram atacando muito com Sandro e Bem Hur chegando de trás, Stone se movimentando pelas laterais e abrindo espaço para os companheiros pelo meio.
Os azuis equilibraram o jogo e o meio de campo começou a ficar mais ousado com Nélio conduzindo a bola e dividindo com Paulo Gurgel as armações de jogadas.
Alexandre, apesar do gol, não estava em uma de suas melhores noites. Não obstante os gols perdidos no primeiro jogo, também no segundo não levou muita sorte. Entretanto, foi em jogada dele em parceria com Nélio, mais a ótima participação de Isaac com o passe final para Paulo Gurgel entrar driblando pelo meio e tocar de bico no canto esquerdo do goleiro Marcelo. Azui dois a zero.
O jogo era aquele tipo de partida que costumamos chamar de “lá e cá”. A todo instante os azuis entravam na defesa dos amarelos. Já os amarelos eram seguros pelo ótimo posicionamento da defesa dos azuis.
No entanto, o paredão formado por Edmílson, Jesus de Rita de Miúdo e Curumim, não puderam impedir o primeiro chute de fora da área de Silvino, após a bola sobrar para ele na direita do seu ataque. O chute pegou um efeito depois de desviar em Jéferson e venceu o goleiro Azevedo, diminuindo a diferença no placar.
E embora a pelota ficasse mais na posse dos amarelos, os azuis sempre atacavam com bastante perigo sob a pressão de Paulo Gurgel, Alexandre e Nélio. No ataque Isaac não estava em um dos seus melhores dias.
Sandro e Stone paravam na defesa e os chutes de fora de Bem Hur e Silvino seguiam com perigo.
Num desses chutes, efetuado por Paulo Ninja, Edmílson cortou de cabeça mandando a bola para escanteio. Na cobrança Alexandre afastou de cabeça, mas Jesus de Rita de Miúdo dominou mal e Silvino chegou batendo de bico, de primeira, para novamente vencer o goleiro Azevedo. O jogo estava empatado.
Ademir e João Manoel se desentenderam e trocaram empurrões. João Recebeu o cartão vermelho e foi mais cedo para o chuveiro. Já Ademir, recebeu o cartão azul e voltou ao jogo três minutos depois.
Os amarelos dominavam, mas não obtinham sucesso em furar a defesa dos azuis. Porém, em ótima investida de Stone pela esquerda do ataque, o Craque deu um banho de cuia em Curumim (que tentou de todo jeito fazer a falta), ganhou a bola e tocou para o meio. A bola foi afastada por Edmilson, mas foi encontrar Silvino pela direita, fora da área e sem a marcação de Nélio que, neste instante havia trocado de posição com Jesus de Rita de Miúdo. O Craque dos amarelos chegou chutando rasteiro, seu terceiro chute a gol, seu terceiro gol da noite. Era a virada dos amarelos com um a menos em campo.

 Depois os amarelos viram Silvino lutar na área e tocar para Sandro, mas o craque, livre e sem marcação, parecendo não acreditar na jogada, tocou mal na bola e Edmílson saiu jogando.
Pelo lado dos azuis, Jesus de Rita de Miúdo encontrou Curumim pela direita. O Craque avançou, trocou passes com Ademir e cruzou na cabeça de Alexandre. O goleiro Marcelo fez ótima defesa.
O jogo se igualou com as equipes buscando o gol. A Equipe Amarela chutando de fora e a Equipe Azul perdendo gols feitos para desespero de Paulo Gurgel que gritava muito com os companheiros
E a organização de Paulo Gurgel surtiu efeito quando Jesus de Rita de Miúdo armou um contra ataque pela esquerda e lanço Issac livre de marcação. O craque virou o jogo com Paulo Gurgel que centrou a bola para Nélio que chegava de trás bater de primeira e empatar o jogo.
As equipes pouco criaram depois.
Final de jogo: Amarelos 3 x 3 Azuis.
Surpresa da Segunda Pelada: Paulo Gurgel (jogando na linha o Craque mostrou técnica nos passes e liderança como capitão, além do belíssimo gol anotado).
Destaque da Segunda Pelada: Silvino (os três gols assinalados nos isenta de qualquer outro comentário).
Melhor jogador da Segunda Pelada: Edmílson (parou o ataque dos amarelos e, se não fosse os chutes certeiros de Silvino, todos de fora da área e dois deles com certa distância do gol, certamente teria visto sua equipe sair vitoriosa).

Quadro geral da semana

Essa semana tivemos dez gols assinalados novamente, com Silvino surpreendendo e anotando três vezes.
O Bola Cheia da Rodada fica com Jesus de Rita de Miúdo (apesar do vacilo no segundo gol dos amarelos, na segunda pelada, o Craque correu muito, deu belos passes e armou o jogo com visão).
O destaque da semana vai para os dois golaços anotados por Edward, os três de Silvino (ele terá direito à participação do quadro Artilheiro Musical) e, também, ao golaço de Paulo Gurgel.
A Luva de Ouro fica com o goleiro Azevedo, por todas as defesas sem rebotes, em chutes fortes, que efetuou em ambas as peladas da noite.
Destacamos o árbitro Josuá pela boa participação em ambos os jogos, principalmente quando impôs autoridade nas expulsões da noite.

Quadro de artilheiros

Não houve grandes mudanças na artilharia e o quadro continua praticamente igual, com Sandro liderando, Isaac em segundo e Alexandre encostando um pouco mais, já que os dois primeiros não marcaram ontem.
Eis o quadro completo:


Craque Gols Jogos
Média
Sandro 28 22
1,27
Isaac 24 31
0,77
Alexandre 23 32
0,72
Ademir 13 18
0,72
Barreto 7 10
0,70
Edward 7 14
0,50
Silvino 7 21
0,33
Stone 7 17
0,41
Vovô  5 12
0,42
Érbio 4 16
0,25
Zezinho 4 18
0,22
Mauro 3 14
0,21
Massilon 3 19
0,16
Dr. Henrique 2 8
0,25
Dr. Paulo 2 4
0,50
Jean 2 10
0,20
Marcelo 2 17
0,12
João Ronaldo 2 11
0,18
Paulino 2 12
0,17
Curumim 1 23
0,04
Desculpe 1 13
0,08
Edy 1 17
0,06
Goiamim 1 6
0,17
Jéferson 1 11
0,09
Jesus de Miúdo 1 18
0,06
Lobato 1 18
0,06
Nélio 1 18
0,06
Moacir 1 13
0,08
Paulo Bitoca 1 22
0,05
Paulo Gurgel 1 19
0,05
Total de gols 158



Quadro das peladas realizadas e gols marcados no geral

RESULTADOS DA 1ª PELADA RESULTADOS DA 2ª PELADA
Dias Jogados Datas Amarelo Azul Amarelo Azul

17 01/mar 3 3 3 2


08/mar 2 0 1 4

Quant. Jogos 15/mar 1 1 1 2

34 22/mar 1 2 4 4


28/mar 2 1 4 5


03/abr 2 2 1 4


12/abr 2 3 1 2


19/abr 4 3 2 2


26/abr 3 2 0 2


03/mai 1 3 5 2


10/mai 3 2 1 6


17/mai 2 0 6 3


24/mai 3 2 0 4


31/mai 3 3 2 2


05/jun 0 1 1 1


13/jun 5 0 3 3


21/jun 1 3 3 3

Total de gols/equipe 38 31 38 51 Total geral 158


As frases da semana

"Bééééééé." 
Certo Craque - cabreiro assumido, relembrando seus dias de sexo selvagem

“Encontrei a minha posição: ponta direita!”
Lobato – cheio de ginga e de dribles, exultante após a vitória dos azuis na primeira pelada, usando termos aposentados para o futebol.

“Rapaz, não sou de puxar a sardinha para o meu lado, mas hoje joguei, viu?”
Jesus de Rita de Miúdo – modesto, sobre a sua atuação na noite.

“Hoje sim!”
Isaac – honesto, concordando com o amigo.

“Mas e aquele vacilo seu, sai no blog?”
Curumim – invejoso, querendo tirar o mérito do companheiro.

“Se o vacilo sai não sei. Mas se ele não colocar o chapéu que lhe dei, aí estará omitindo .”
Stone – ousado, replicando Curumim.

“Edward joga demais, carái !”
Lourdinha – também tiete do craque citado, empolgada com os gols dedicados a ela.

“Quer que eu tenha um olho no c..., seu p... ?!”
Josuá, o árbitro – perdendo a razão, respondendo ao mal criado João Manoel, antes de expulsá-lo com um cartão vermelho.

“Ele (Sandro) está louco porque não marcou hoje.”
Isaac – cochichando, apontando com os olhos para Sandro.

“Ele (Isaac) está maluco porque hoje não fez gol.”
Sandro – cochichando três minutos depois, apontando com o queixo para Isaac.

Então é isso pessoal. Semana que vem a pelada será na quinta-feira (28/06).
Até lá. Porém, a qualquer momento o blog pode ser atualizado.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Berico, nosso massagista, nosso amigo... nosso irmão!


Ele nasceu Divaldo de França há sessenta e dois anos, sendo natural de Natal, crescido no bairro d’As Quintas, onde deu seus primeiros chutes numa bola, jogando nos campinhos de terra batida, antes de fazer escolha por usar as mãos e se tornar goleiro.
Crescido casou-se com Dona Ana Maria que, há poucos dias, nos deixou de forma repentina causando comoção e deixando nascer no coração do velho Berico, é por esse apelido que lhe conhecemos, pois bem, fazendo nascer em seu coração uma saudade infinita.
Do casamento teve a satisfação de ser pai de dois filhos, Alex e Alexandre, dos quais tem seus netos para alegrar sua casa e sua velhice, conforme nos narrou recentemente.
Sua trajetória no futebol começou justamente sob as traves como goleiro da equipe de aspirantes do Alecrim, onde jogou do comecinho dos anos sessenta até mil novecentos e setenta e três, quando assumiu os cargos de roupeiro e massagista. Através do Professor Noé Soares, conhecido por Macunaíma, virou o massagista oficial do quadro profissional do Alecrim.
Paralelo à atividade que lhe sustentava, jogava campeonatos de bairros como goleiro, tendo se destacado em várias equipes e sendo campeão de um torneio organizado pelo SESI, disputado pela equipe da empresa Guararapes, seu ponto máximo como atleta amador no Futsal.
Porém, foi como massagista que ganhou o pão e criou os filhos com dignidade e honra. Nessa função rodou o Brasil inteiro, atuando por clubes de futebol de grande expressão, mas sempre se dedicando às equipes de Futebol de Salão (Futsal), sendo seu ápice as temporadas que passou no Rio de Janeiro como massagista do Clube de Regatas Vasco da Gama.
Hoje o nosso queridíssmo Berico é o massagista oficial da Pelada Craques & Craques, no Clube da Caixa Econômica, em Pium.
Dedicado e atencioso, foi trazido para trabalhar no clube na gestão de Paulino como presidente do mesmo. E lá se vão mais de uma quinzena de anos.
Os Craques da referida pelada têm por Berico, além de respeito e admiração, um carinho enorme pela fantástica pessoa que ele é.
Agradecemos por sua atenção e reiteramos a sua importância no quadro que ora forma a nossa Pelada Craques & Craques.
Berico em ação, massagenado um Craque
 Até o médico da pelada se rende às massagens de Berico
 A fila se forma antes e depois da pelada. Aqui vemos Sandro na espera.
 Curumim não dispensa os serviços de massagem de Berico




ENQUETE DA SEMANA
(vote ao lado, no topo da página, à direita)

Na pelada Craques & Craques, o que oferece mais perigo?

Os chutes a gol de Isaac
As viradas de Sandro
As arrancadas de Érbio
Os esquemas de Fuzaca
As entradas por trás de Curumim
Gonzagão abandonando a área para combater
Uma carona da fantástica camionete de Vovô

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Parceiro dos bons, Rubens Lemos Filho


Sou fã inconteste de Rubens Lemos, o Filho, um monte de “ista” dos bons, abecedista, jornalista, grande cronista e dois “ino” singulares, um menino crescido na companhia das boas letras e um vascaíno tão apaixonado quanto eu.
Daí, pela afinidade com a paixão por escrever, deu de nos encontrarmos nessas praças virtuais da Internet, ele cuidando das suas crias literárias já adolescentes, admiradas e seguidas por um monte de gente e eu, levando pela mão meus bebês quase recém-nascidos, aprendendo os primeiros passos em busca, não dos holofotes, tão pouco dos murais dos grandes jornais, mas sim tentando encontrar a liberdade para a minha própria alma.
Desse encontro um pouco casual, nasceu a amizade fomentada pela tela do computador e o respeito de um pelo outro mesmo que, ocupados cada um com a sua família literária, nunca tenhamos trocado um único aperto de mão, embora tenham sido incontáveis mensagens trocadas nas ditas praças.
Educado, simpático e altruísta – outro “ista” do bem, dia desses liberou um dos seus belos e inteligentes textos para ser publicado por mim. Com a prática uma ideia brilhou em minha mente e lhe enviei o seguinte e-mail:

“Rubinho, temos uma pelada toda quinta-feira à noite, lá no Clube da Caixa Econômica, em Pium.
Dessa pelada nasceu o blog Craques & Craques onde resenhamos sobre as nossas peladas e outros  assuntos que envolvam não só a cultura do futebol, mas algum outro que julguemos interessante para uma turma de "senhores" com mais de quarenta outonos. Quero saber se você aceita que eu copie e poste lá as suas colunas falando sobre futebol (...)
Aguardo retorno,
Jesus.”

Com a atenção que só os grandes dispensam ao seu semelhante, ele me respondeu quase em cima da bucha:

“Claro que é uma honra liberar os textos.
Meu abraço.
Rubinho.”

Portanto, para começarmos essa parceria com esse craque das crônicas, que quis o destino gostasse também de futebol, sendo nessa paixão tão criterioso e seletivo em seus gostos, quanto na escolha das letras que põe no papel, trago as seguintes considerações de Rubens Lemos, como disse, o Filho, abaixo postado em letras azuis.
Apreciem à vontade. É de embriagar a alma, mas deixando poder dirigir depois. Eis:

Depois de levar 18 foras da menina mais bonita, ele foi perguntar a razão ao amigo e confidente. Recebeu uma resposta sincera. A franqueza, afinal, é a senha do cofre da confiança: “Não adianta insistir. Você nunca vai namorar com ela porque é feio demais. Horrível. É duro te dizer, mas amigo é para falar a verdade.”
O rejeitado resistiu. “Você está enganado. O problema deve ser outro. Antipatia gratuita, ela torce pelo América, eu pelo ABC, incompatibilidade astral. Beleza não é o caso. Minha mãe sempre me disse que eu sou bonito. Aliás, lindo.” O amigo franco mandou que ele fosse pentear um macaco e foi embora aos impropérios.
A imprensa esportiva brasileira é a mãe enganadora dos pobres torcedores. É ela quem disfarça um futebol assemelhado às bruxas de histórias assombradas feitas para acalmar meninos rebeldes, de princesa de conto de fada. O futebol brasileiro não é, faz tempo, o melhor do mundo.
O Brasil deve a Pelé a liderança unânime e indiscutível. O sublime, o sobrenatural, o intangível, o inalcançável, extraterreno, o inimitável, foi a razão de uma pátria inteira calçar chuteiras e um jeito mágico de jogar virar instituição para se transformar em pó nos tempos de hoje.
O Brasil de Pelé. O Brasil com Pelé. Pelé disputou quatro Copas do Mundo. Em 1958, 1962, 1966 e 1970. Na primeira delas, tinha 17 anos, era um garoto que colecionava revistas do Mandrake e estava prestes a servir o Exército. Ganhou a primeira, a segunda, perdeu a terceira, conquistou a quarta.
Pelé ganhou três, das quatro Copas do Mundo que jogou. Ninguém está dizendo que antes o Brasil não teve craques. Produziu gênios do nível de um Fausto, a Maravilha Negra, de um magistral Domingos da Guia, de um Danilo Alvim, o Príncipe, de um Zizinho, de um Jair, de um Julinho, de um Leônidas da Silva. De um Ademir Menezes.
Mas a força espetacular de Pelé colocou o Brasil no patamar parecido com o dos Estados Unidos no Basquetebol. O esporte ganhou forma e fórmula, ginga e molejo, seus artifícios tinham parentescos com o samba, a malandragem e a boemia. O passo, o compasso, a cadência. Pelé consolidou o brasileirismo no futebol.
Com Pelé, o Brasil mostrou ao planeta estrelas incomparáveis: Djalma e Nilton Santos, os sagrados laterais, Didi, Garrincha, Gerson, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Edu, Coutinho, Ademir da Guia, Pepe, Paulo César Caju, Dirceu Lopes,Pagão, Toninho, Mário Sérgio, Amarildo, Almir.
Sem Pelé, o Brasil foi um menino bonito no fantástico escrete de 1982, com Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Zico, Éder, Leandro e Luizinho. Que perdeu pela estoica opção de atacar e também por enfrentar um timaço que nunca reconhecemos, a Itália de Antognioni, Cabrini, Zoff, Conti, Scirea, Paolo Rossi era, sim, uma verdadeira Squadra Azzurra.
Sem Pelé, o desempenho brasileiro nos outros mundiais perdidos foi ridículo. Em 1974, precisamos de um gol espírita de Valdomiro contra o risível Zaíre, depois de dois empates em 0x0 na primeira fase. Uma Copa com o dito supremo futebol planetário marcando apenas seis gols e levando quatro.
Sem Pelé, o Brasil foi Campeão Moral na Argentina em 1978 e só passou da primeira fase porque o Almirante Heleno Nunes, representante da ditadura militar no comando do futebol, escalou Roberto Dinamite contra a Áustria. O Brasil ganhou de 1x0 e passou à fase seguinte. Antes, dois empates medíocres contra Suécia e Espanha.
Sem Pelé, em 1986, o Brasil caiu nas quartas-de-final contra a França, com Elzo e Alemão no meio-campo. Nas oitavas foi eliminado em 1990, com Dunga e Alemão na meia-cancha, e Maradona fazendo fila indiana de zagueiros até deixar Caniggia fazer o gol argentino. Nas quartas, caímos em 2006 e em 2010.
Sem Pelé, o mundo gira em torno de um clubinho fechado. Está todo mundo igual com mais dois emergentes. O Brasil ganhou em 1994 graças a Romário e em 2002 a Rivaldo e Ronaldo. A Argentina em 1978 pelos tentáculos da barbárie e em 1986 pelos pés de Maradona, a Alemanha em 1974 e 1990 e a Itália em 1982 e 2006. A França em 1998 e a Espanha em 2010 foram os intrusos.
Sem Pelé, nasceram outros luminares: Romário, a citada Geração de 1982, Reinaldo, Careca, Djalminha, Pita, Geovani, Adílio, Rivaldo, Edmundo, o lacrimoso Bebeto, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho até o Barcelona. E pelo mundo afora outros iguais ou melhores.
Então é balela a história de que o melhor futebol do mundo ainda é o do Brasil. Foi. Enquanto Pelé existiu. Com lampejos no tempo do Flamengo de Zico. Agora a categoria é fulana. Hoje o Corinthians contrata um chinês, o Vasco aposta num atacante equatoriano, todo clube grande tem um argentino, uruguaio ou chileno razoável.
Quando fomos reis, a esperança não se resumia à molecagem moicana de Neymar ou à insistência com ex-jogadores em atividade. Quando fomos reis, Pelé, o monarca, dispensava Galvões Buenos, ufanistas radicais, vendilhões do patriotismo, estelionatários da fé do povo. Pelé, por mais que não parecesse, era de verdade.


(Rubens Lemos é jornalista em Natal).

Agora, querendo mais, caso não tenham para onde dirigir mesmo, basta que acessem o link http://www.rubenslemos.com.br e seguir pelas estradas das letras bem escritas por Rubinho, o Lemos menino, digo, o Filho.