ESTRANHA PAIXÃO
Na vida tudo é sabor
Tristeza ou alegria
O que é bom para uns
Pra outros não tem valia
Mas dos “enta” para frente
Tantos males pegam a gente
Que a vida vira anarquia.
Por favor, o senhor não ria
Que não ‘tou com fuleragem
No seguir dessa poesia
Sem usar de vadiagem
Vou contar com emoção
A história duma paixão
Iniciemos a viagem.
O cabra pra ter coragem
Às vezes tem que passar
Por certas situações
Muitas vezes de lascar
Aguentando dor profunda
Dum dedo entrando na bunda
Sem poder sequer chorar.
Não deve nem reclamar
Pra ter a saúde cuidada
A própria família manda
Numa insistência danada
Tenha fé, ou seja cético
Tem que procurar o médico
Pra levar uma dedada.
Não é coisa engraçada
“Quem geme é quem sente a dor”
O cabra marca a consulta
Já pensando no ardor
Imagina a situação
Pergunta na imaginação
“Seu dedo é grosso, doutor?”
Preste atenção, por favor!
No drama desse coitado
Cabra macho, indo e vindo
Mas se sentindo humilhado
Caminhando jururu
Pois vai é tomar no cu
Depois de ser consultado.
E o doutor, todo enluvado
Com um sorriso cabreiro
Vira o carrasco medonho
Pensando “sou o primeiro
A mexer nessa caixinha”
Aí passa uma pomadinha
E empurra o dedo inteiro.
Mas venho contar ligeiro
Como uma coisa se deu
Na festa de fim de ano
Um sorteio aconteceu
Foi aquele escarcéu
Quando se abriu o papel
Com o nome dum amigo meu.
O sorteio que ocorreu
Causou um alvoroço danado
Era um exame de próstata
Pro bendito sorteado
Mas com grande alegria
Meu amigo pulava e ria
Depois de haver ganhado.
Havendo assim conquistado
No sorteio o direito
O nome de Dr. Henrique
No instante foi eleito
Pro exame vexatório
E em seu próprio consultório
Recebeu o tal sujeito.
Aí, não teve mais jeito
Descobriu-se no outro dia
Qu’esse cabra metido a macho
De quem ninguém desconfia
Possui agora um segredo
Apaixonou-se por um dedo
Ai, Jesus! Virgem Maria!
Eu mesmo não imaginaria
Que a coisa se desse assim
Mas eu já desconfiava
Quando eu olhava, enfim
A cor rosa das chuteiras
Algumas de suas maneiras
E o seu jeitinho de ruim.
Seu nome é Curumim
Ele é sujeito boçal
Foi no exame de próstata
Feito em toque retal
Que Curumim descobriu
(Quando seu ânus abriu)
Sua opção sexual.
Começou a passar mal
Tremer e frio suar
Mordendo o lábio debaixo
Quase sem aguentar
Embora ele se explique
Sentindo o dedo de Henrique
Não queria mais parar.
Agora quer realizar
Quatro exames por mês
E suplica a Henrique
“Enfie dois de uma vez.
Fuce aí no meu anel
Que eu me sinto no céu.
Será que gozo? Talvez.”
“Tá feito Galinha Pedrês?”
Perguntou Henrique na hora
Mas Curumim respondeu
“Doutor, então sem demora
“Doutor, então sem demora
Enfie logo uma mão.
Sou arrochado, ou não?
Quero gozar pra ir embora”.
Pra vocês eu falo agora
O médico ‘tá constrangido
Na pelada já se comenta
Causando certo alarido
Que Curumim tem amor
Pelo dedo do doutor
Mas não é correspondido.
MINHA GENTE, É BRINCADEIRA
O QUE AQUI FOI NARRADO
CURUMIM É CABRA MACHO
É UM SUJEITO ARRETADO
FOI ATENDENDO A PEDIDO
QUE ESSE TEXTO EXTROVERTIDO
PARA VOCÊS FOI CRIADO.
E ELIAS POR SEU LADO
NÃO FIQUE COM RAIVA DE MIM
E HENRIQUE ME DESCULPE
POR USAR SEU NOME ASSIM
HOJE À NOITE NA PELADA
A GENTE DÁ É RISADA
MANGANDO DE CURUMIM.
Curumim recebendo os cuidados do Massagista Berico logo após a sua atuação na Segunda Pelada

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