domingo, 4 de março de 2012

Gonzagão - A Muralha Humana da Pelada Craques & Craques, em entrevista


Ele nasceu aos quinze dias do mês de junho de 1951, na Avenida Presidente Dutra 1246, Bairro do Alto de São Manoel, Mossoró, Rio Grande do Norte.
Foi levado à pia baptismal da Igreja de São Manoel com o nome de Luís Gonzaga Araújo e Costa, mas para nós é apenas Gonzaga (ou Gonzagão – A Muralha Humana), não usamos seus sobrenomes, porém estamos usufruindo da sua excelência de caráter servindo-lhe de expoente, mais simpatia e hombridade, além de lealdade às amizades, dentro e fora de campo.
Administrador, pós-graduado em Economia Agrícola e especialista em Agronegócio, casado há quatorze anos com Maria Goretti Martins, com quem vive a alegria de educar o pequeno Pedro Luís que, segundo o pai, infelizmente não gosta de futebol, mas torce pelo ABC e Flamengo (“ele não entende mesmo de futebol, por isso, torce por estes times”, diz Gonzaga).
Orgulhoso fala com olhos marejando dos outros três filhos (“que também não levam jeito para o futebol”) nascidos e residentes em Brasília, onde o nosso zagueiro morou por 30 anos, de 1972 a 2002: Daniel (35), Gonzaga Júnior (33) - professores de música e uma médica, a Dra. Nathalia (32), especialista em cardiologia.
Sempre muito comunicativo e atencioso, Gonzaga recebeu a nossa equipe na bela e confortável sala do seu apartamento no Tirol, no edifício Pirangi, onde mora, aqui mesmo em Natal. Aí, a conversa fluiu simples e prazerosa; mais um bate-papo descontraído, do que entrevista propriamente dita.
Era uma tarde quente de janeiro, no verão intenso que temos vivido e, entre uma limonada gelada e outra, servidas com alguns salgadinhos de sabor esmerado, o “nosso comandante” nos contou desde a origem do seu nome (“em primeiro lugar em homenagem ao santo: São Luís Gonzaga, um belo padre italiano que serviu com intensidade a Deus e morreu jovem, com 23 anos. A segunda homenagem foi ao grande Gonzagão - Luiz Gonzaga, o Rei do Baião - que no mesmo ano do meu nascimento foi fazer um show em Mossoró. Esse show foi considerado um dos maiores eventos da década. Minha mãe grávida do futuro Gonzaguinha na qualidade de fã do Rei do Baião estava na primeira fila. Não deu outro nome!”), até os planos para o futuro dentro das quatro linhas.
O Comandante, A Muralha Humana, Gonzagão, Gonzaga Capitão, ou simplesmente Gonzaga, como também o chamamos, além do Botafogo do Alto de São Manuel, também defendeu o Ipiranga, Potiguar e Baraúnas de Mossoró; mais o MBTC de Brasília. Atualmente defende o amarelo e o azul, as cores do sensacional Craques & Craques!
Vamos à entrevista.

Gonzaga, você lembra como ou quando foram os seus primeiros toques numa bola, onde foram seus primeiros chutes, no quintal de casa, na calçada, na escola... quantos anos você tinha? 
Já chutava na barriga da minha mãe! (risos)
Ainda quando pequeno o meu brinquedo predileto era uma bola de meia que minha mãe, ou minha irmã mais velha (Antonieta: êita, nome bonito!), fazia para eu brincar.
Corria chutando bola dentro de casa, no quintal, na calçada, na escola, ou seja, em qualquer lugar. Já nasci jogando bola. Por causa dela (bola) apanhei muito da minha mamãe, que não queria que eu jogasse; gazeei aulas; obtive muitas fraturas; ganhei belas e verdadeiras amizades, arranjei várias namoradas e algumas facilidades mais.

Qual foi a primeira equipe organizada da qual você fez parte, digamos uniformizada, e quantos anos você tinha quando virou titular?
Eu tinha 15 anos e já era titular na lateral-esquerda do Botafogo do Alto de São Manuel, participando do campeonato mossoroense de amadores , no Campeonato de Bairros.
Aos 16 anos eu já integrava a equipe de Aspirante, hoje juvenil, do Ipiranga (era considerada a 3ª força do futebol mossoroense) que disputava o campeonato oficial da cidade.
 Botafogo do Alto de São Manuel
 Gonzaga e um "comandante" companheiro do Botafogo do Alto de São Manuel

Quando você despertou que o seu estilo de jogar, ou melhor, quando percebeu que tinha “futebol” para ir adiante?
A partir do momento quando estava treinando pelo Botafogo no nosso campo de areia (em 1966) e logo após o coletivo o treinador do Ipiranga (Aluízio Linhares ex-goleiro de Ceará, Fortaleza e Ferroviário do CE e treinador na época do Ipiranga) que era um clube semiprofissional me chamou para treinar entre os titulares, já que o Santana (lateral esquerdo titular) havia faltado ao treino. Treinei nessa posição marcando Kaleca que era um ponta-direita rápido e titular do time principal, com passagem pelo Potiguar. Após o coletivo o professor solicitou que eu comparecesse aos treinos seguintes. Aos 16 anos começava o interesse de outros clubes pelo meu futebol. Nesse mesmo período joguei uma temporada pelo Potiguar ao lado de Lupércio, Evandro, Rivaldo, Toinho Dantas, China, Altevi, Ananias e tantos outros. O treinador do Potiguar na época era o Renê Dantas (irmão de Toinho e Nivaldo).

Com quantos anos começou a treinar na equipe do Baraúnas e quando virou titular? Ainda se lembra do primeiro jogo? Onde ocorreu e qual era a equipe adversária?
Fui para o Baraúnas em 1968 (com 17 anos) para jogar como 4º zagueiro na equipe de aspirante. No mesmo ano fui promovido para o time principal e fiquei como titular até 1972 (jogava tanto de quarto-zagueiro como de lateral esquerdo). O meu primeiro jogo no time principal como titular foi num Potiba (clássico entre os rivais Potiguar e Baraúnas) no final de 1968. O Nogueirão lotado, pois se tratava de um jogo pelo quadrangular final do campeonato mossoroense de futebol, disputado por 10 equipes. O placar foi 2x2. Mesmo quando servi ao exército (Tiro de Guerra, em 1970), com 18 anos e uma saúde fantástica, não larguei o Baraúnas. Nessa época recebi convite de muitos clubes mossoroense e de outros estados também.
 Equipe Base do Baraúnas em 1970: (em pé) Zé Aires, Alderi, Walmir Preto, Panam, Dão e Gonzaga; (agachados) João Pelé, Neto Macarrão, Elineudo, Washington e Toinho.

Quantos anos permaneceu no Baraúnas, e por que saiu?
Joguei no Baraúnas de 1968 a 1972. Aliás, este último ano foi a minha melhor forma técnica defendendo o Baraúnas (veja a foto do time base). Desse time saíram dois jogadores para o América de Natal (Washington e Toinho).
O Baraúnas foi o clube que me deu destaque no futebol mossoroense. Por isso sou muito grato a esse clube. Amo de coração o Baraúnas. Até hoje me emociono quando vejo o Leão jogar. Defendi o clube até 1972, quando fui morar em Brasília. Sempre fui amador. Nunca recebi nenhum pagamento para defender o clube, embora já existissem vários profissionais no elenco, vivendo do futebol. (Dá uma respirada, toma o fôlego, emociona-se de verdade, e continua)
Como eu tinha emprego e renda, e por gostar tanto do clube, dispensava qualquer forma de pagamento que o clube tentasse fazer. Joguei quatro anos pelo Baraúnas por amor!  Pelo Baraúnas tive a oportunidade de enfrentar grandes clubes do futebol nordestino (PE: Náutico e América; PB: Treze de Campina Grande; RN: ABC, América, Alecrim, Atlético; CE: Ceará, Fortaleza, ferroviário, América, Tiradentes e Calores do Ar). Foram grandes jogos. Fui convidado para fazer testes em alguns deles. Porém não me despertava interesse em ser profissional de futebol, já que eu priorizava os estudos. Por isso, fui para Brasília estudar e trabalhar. Agradeço a Deus por todas as oportunidades.
 Estádio Nogueirão lotado para mais um clássico mossoroense, meados do ano 1971. Gonzaga defendendo o Baraúnas e a equipe formada assim: (em pé) Bozó, Bira, Plínio, Andrade, Souza e Gonzaga.
(agachados) Emanoel, Trindade, Chiranha, Raimundo e Zairinho.
 Começo no Baraúnas, a grande paixão de Gonzaga no futebol

Sabemos que você enfrentou os maiores times do Brasil e foi adversário das melhores equipes do eixo Sul/Sudeste. Conte-nos alguma história que tenha lhe marcado.
Num jogo amistoso contra o Náutico 3X1 Baraúnas, jogando de lateral fui marcar o Nado (ex-Palmeiras e seleção Brasileira). Não vi a bola. O baixinho (ele era menor que o e Nélio e Massilon) corria demais. Outro jogo foi contra o ABC no Nogueirão marcando Alberi. O negão dominou a bola no meio de campo em direção à grande área, eu de 4º zagueiro, tentei matar a jogada e levei um drible espetacular desse que foi um grande jogador.
Morando em Brasília, fui bi-campeão do Distrito Federal defendendo o Minas Brasília Tênis Clube pelo acirrado campeonato de interclubes. No nosso time jogava o Noé Silva, que foi ídolo nos anos 80 pelo ABC. Esse campeonato era muito disputado e de alto índice técnico, pois contava com grandes ex-jogadores com passagens no futebol de MG, RJ e Paulista. Além do Noé, contava, ainda com Buglê (ex- Cruzeiro, Santos e Vasco); Padrera (ex-ABC); Cister (ex-ABC) e outros.
O que mais me marcou foi ter a oportunidade de jogar várias peladas em Brasília com o Nílton Santos – Bicampeão mundial (foto abaixo). A sua simplicidade, sem nenhuma vaidade, foi o que mais me chamou a atenção desse grande ídolo e homem!
 Gonzagão, bem no centro, braços cruzados no peito vestido de branco, olhando de lado, sem barba, sendo abraçado sobre os ombros por Nílton Santos

Sabemos dos riscos que há na organização de listas. Mas qual o melhor jogador que você enfrentou e qual o melhor que você viu jogar nas seguintes posições: goleiro, zagueiro, laterais, meio-campistas e atacantes?
O jogador mais difícil de marcar que enfrentei foi o Beijoca ex- Bahia e Flamengo pelo campeonato interclubes de Brasília. O cara dava porrada mesmo. Eu batia nele e quem se machucava era eu. Bolas altas ele, que era um ótimo cabeceador, subia atropelando todo mundo. O cara era mal! Entretanto, o melhor tecnicamente que eu enfrentei foi o Buglê. Este era clássico! 
Quanto os melhores jogadores que vi jogar ao vivo foram: Rivelino pelo Fluminense e Zico pelo Flamengo. Assisti vários jogos desses craques no Maracanã. Sou vascaíno. O Dinamite foi meu ídolo. Mesmo assim, o Riva e Zico superaram o Dinamite. Eles tinham uma técnica fantástica.
Nas demais posições, os melhores que vi jogar ao vivo e não considerando os vistos pela TV, foram:
Goleiro: Marcos do Palmeiras; Zagueiro: Mauro Galvão e Dario Pereira; laterais: Carlos Alberto Torres, Junior Cabeção e Nelinho; meio-campistas: Rivelino, Zico e Falcão; atacantes: Roberto Dinamite e Careca.

No seu tempo de profissional o futebol, apesar de já ser um esporte caro e teoricamente organizado, tinha um quê de romantismo e, no interior brasileiro, era sim meio amador. Mudou muita coisa de lá para cá?
Sim. Prefiro o futebol dos anos 70 até 95.
Nessa época existiam muitos craques. Eram comuns os dribles, lançamentos profundos e a técnica. Na atualidade qualquer jovem que tenha apenas um excelente condicionamento físico, poderá ser um profissional. Hoje, o erro dos passes passou a ser comum. Além disso, a violência é exercida sem uma punição à altura. E olhe que eu sempre fui um jogador viril, de força física. Gosto do futebol mais técnico. Veja o belo exemplo do Barcelona que deveria ser seguido por todos os clubes do mundo. Assim, o futebol mudou muito e para pior. Hoje ele é mais comercial.  Não confundir com profissional! (risos)

Gonzaga, antigamente o jogador permanecia muitos anos na equipe que lhe revelava e possuía grande empatia pela camisa do clube. Hoje vemos cada vez mais os valores jovens deixando os clubes brasileiros para ganhar dinheiro no exterior. Que comparação você faria daquele seu tempo para hoje?
Naquele tempo jogava-se com mais amor à camisa, ou seja, ao clube. Veja o caso do Zico e do Roberto Dinamite. Seus amores foram o Flamengo e o Vasco, respectivamente. Jogaram por lá tantos anos. Hoje, exemplifico o Juninho Pernambucano que não esqueceu o clube que o projetou. Que belo exemplo. Ainda bem que estão segurando o Neymar e o Ganso. Com a crise financeira mundial, sobretudo nos países europeus, é possível que esse quadro seja revertido e com isso ganha o torcedor brasileiro que volta a contar com seus ídolos por mais tempo nos seus times. A solução válida para todos os clubes, inclusive o meu Baraúnas, é investir na categoria de base. Investir com inteligência e criatividade, pois o retorno será garantido!
 Desfile em carro aberto pelas ruas de Mossoró, após um campeonato conquistado no Futebol de Salão
Destaque também no Futebol de Salão (Futsal)

Há alguma coisa que você se arrependa de ter feito, ou não, em sua carreira de jogador de futebol?
Arrependo-me quando penso que machuquei um colega numa entrada/jogada mais viril. Isso me faz refletir e pedir perdão a todos e a Deus. Gostaria de ter sido um jogador técnico. O meu forte sempre foi o preparo físico. Hoje, com 61 anos ainda consigo correr atrás do Érbio e aniquilar o velho Moacir. (risos)

Você deve ter marcado alguns gols importantes. Poderia nos contar um em especial?
Marquei alguns gols contra (risos). Jesus do Céu! Não me lembro de ter marcado nenhum gol numa partida oficial. Só em peladas e olhe lá! Sempre fui um jogador defensivo, de pegada, porém, leal. Este é o meu forte no futebol!

Gonzaga, hoje em dia temos a satisfação e a imensa honra de dividir com você as noites das quintas-feiras, na Pelada dos Craques & Craques, do Clube da Caixa. Você continua sendo um defensor vigoroso, porém leal. Há algum princípio trazido da vida para o campo, ou vice-versa?
Nas duas atividades procuro atuar de forma harmoniosa. Fora de campo, ou seja, no ambiente profissional, social e familiar atuo com respeito, exercendo a ética e o carinho com todos. Sempre procurando viver e manter em harmonia o ambiente que frequento. Amo a Deus, a família e todos os nossos irmãozinhos.  Gosto muito de trabalhar, desenvolver projetos que beneficiem a sociedade brasileira, isso me realiza. Procuro sempre conquistar amigos. Já dentro de campo, a história é outra. Concentro-me para jogar futebol sem machucar ninguém. Entretanto, não posso dar moleza para o Isaac e muito menos para o Sandro, se não, é gol na certa! (risos)

Sua maneira de falar com os seus companheiros de time é singular. Ela vem com uma educação ímpar. Como surgiram as expressões “excelência e comandante” pelas quais você trata o árbitro e os seus colegas de pelada?
O respeito é primordial aos colegas jogadores e principalmente ao árbitro. Ele apitou, acabou. Cabe-nos aceitar! Quanto ao termo “excelência” para o juiz e “comandante” para os amigos jogadores uso esses tratamentos desde Brasília. Todos gostam. O excelência Josuá me disse uma vez que encarava isso como um tratamento respeitoso. Já o Marcos, seu irmão, no início ficava me olhando diferente. Mas depois ele viu que o objetivo do tratamento é respeitoso. E é! Observe que quando cometo uma falta, levo um cartão não discuto com o Excelência, pelo contrário, parabenizo-o. Ao longo dos anos jogando futebol nunca briguei com um “excelência”. Aliás, todos foram e são meus amigos e alguns até já me pediram autógrafos. Josuá foi um deles. (risos)

O “Gonzagão” ainda aguenta quantos anos correndo atrás de uma bola, orientando e sendo o vencedor que você sempre foi?
Pretendo jogar até quando Deus permitir e minha mulher deixar! (Risos)
Ora, se o Moacyr com mais de 80 anos, quase 90 e ainda continua enganando, acho que posso alcançá-lo! (muitos risos)
 Na sala de seu apartamento, onde nos recebeu com hospitalidade ímpar
Ou na entrada do clube, sempre um gesto de carinho enaltecendo sua paixão pelo Baraúnas

Poderia nos deixar uma mensagem final, amigo Gonzaga?
Inicialmente, parabenizar o Totonho que tão bem sabe organizar e conduzir a nossa pelada, exercendo com maestria a liderança. Ele é o nosso líder, pois sabemos que lidar com “velhos” metidos a jogadores de futebol não é fácil. O Totonho possui muita habilidade para cuidar de nós. Parabéns e obrigado a esse grande homem!
São harmoniosas as nossas peladas e o nosso grupo é composto de pessoas maravilhosas. Gosto de todos: dos novos (onde você meu cabeça de área predileto se inclui) e dos mais antigos. Sinto saudades daqueles que por algum motivo se ausentaram da pelada: Miguel Carlos Alberto Torres, Gerder, Sávio, Kennedy, Dr. Eduardo Bezerra - seu conterrâneo de Acari - e tantos outros.
Além da gostosa pelada, independentemente do resultado da partida, contamos com amigos folclóricos que nos transmitem prazer em conviver com eles. Em homenagem a todos, cito o grande zagueiro Fuzaca, com sua comilança e estrondosas flatulências faz com que o ambiente pós-pelada (hora da cervejinha) seja cada vez mais “agradável” e aromatizado!
Mais uma vez agradeço pela oportunidade e parabenizo a brilhante ideia pela constituição deste blog que com certeza, sob a sua edição e coordenação, será mais um instrumento que irá contribuir mais ainda pelo fortalecimento do nosso grupo e manutenção das amizades. Torço para que não haja contusões e possamos participar ativamente de todas as peladas durante o presente ano de forma harmoniosa!
 Além da família, dos amigos, do Baraúnas e do futebol, sua outra paixão: o mar

Obrigado, Gonzaga. Pela limonada, pelos salgados... enfim, por sua amizade.
Eu agradeço a vocês primeiramente. 

Então, é isso, gente. Aí temos um pouco do Comandante Gonzaga - A Muralha Humana da pelada dos Craques & Craques.  Desejamos muita saúde e paz, curtindo o mar e tudo o mais que você merece, COMANDANTE! Mas, seguindo em campo e dando aqueles lançamentos "Três Dedos", que só quem é do ramo consegue fazer.
Você, Gozagão, É PROFISSIONAL!

Ainda esta semana anunciaremos o entrevistado da próxima quinzena.

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